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Filme "A Vida é Bela" / "La vita è Bella" [Resenha]


Filme "A Vida é Bela" / "La vita è Bella" [Resenha]
Crédito de Imagem: Cinema e Debate
Observação: Este post pode conter Spoilers!

No último sábado meu namorado veio passar a tarde conosco, e é claro, tivemos uma sessão de filmes. Começo dizendo que se eu estivesse sozinha, dificilmente optaria por assistir "A Vida é Bela", primeiro por ser um pouco antigo, aparentemente puxado para a comédia e... por filmes com suspense sempre me chamarem mais a atenção... :p

Mas o Rajiv, meu namorado, adora um bom clássico e estava empolgado para ver este. Já havia ouvido falar muito sobre ele e os Oscars de Melhor filme em Língua Estrangeira, melhor ator e Trilha Sonora Original, que o longa conseguiu.

OBS: No final das contas, o acompanhei neste, e ele acompanhou minha irmã e eu em "The Ring (O Chamado)"... Bela troca, né?!... hahahaha

Sobre o que fala o filme?

La vita è bella (no Brasil, "A Vida é Bela) é uma comédia dramática Italiana de 1997. O longa vai a Itália em plena época da Segunda Guerra Mundial e traz Guido (Roberto Benigni), um judeu carismático, inteligente (e um tantinho "cara de pau"..rs).

Guido é um pai de família muito afetuoso e brincalhão. Está sempre procurando o lado bom em tudo, e levado ao campo de concentração com seu filho, "não deixa a peteca cair", transformando para o pequeno, tudo aquilo em um jogo. Qual o prêmio para quem conseguir conquistar os 1000 pontos, e ser o vencedor?! Um tanque de guerra!

Nesta "brincadeira", mesmo em meio ao nazismo, graças ao pai, a criança não percebe o caos a sua volta.

Filme "A Vida é Bela" / "La vita è Bella" [Resenha]
Crédito de Imagem: Karolina Martins

O que eu eu achei?

Bom... O filme é dividido em duas partes distintas: A primeira, traz um humor pastelão, simples, a lá Charles Chaplin. Somos apresentados ao Guido, e sua forma "pura" de ver e viver a vida. Acompanhamos-o em seu amor "quase platônico" à Dora (Nicoletta Braschi). São encontros inicialmente ao acaso, que transformam-se em encontros premeditados pelo personagem. Ele aos poucos, vai conquistando o amor da donzela, até que ambos se entrelacem em um casamento feliz, trazendo como fruto o pequeno e adorável Giosuè (Giorgio Cantarini).

A segunda fase do filme se passa na Segunda Guerra Mundial. Guido e seu filho são levados ao campo de concentração, já sua esposa, diante do acontecido, mesmo não sendo judia, exige ir também, sendo mantida com as outras mulheres, distante do marido e filho.

Como comentei anteriormente, Guido, na tentativa de amenizar os efeitos da guerra, faz com que o filho acredite que estão em um jogo, e que deverão fazer de tudo para ganhar. O menino, é claro, em sua ingenuidade acredita no pai, que em meio ao cansaço e maus-tratos não deixa transparecer suas fraquezas.

Eu, Jéssica, confesso que comecei a gostar mais da história, e a me envolver, a partir da segunda parte. Gosto do humor leve ao qual fui levada na primeira, mas "naquela hora em que estava assistindo" não estava muito com humor para filmes puramente "engraçados". Quando o drama começou a envolvê-lo, meu olhar começou a mudar.

Em um filme com um tema tão forte e pesado, conseguiram trazer uma leveza sem igual. Teoricamente é um filme triste e comovente, mas a forma com que foi contada, foi tão leve que eu não me entristeci. É claro... O desfecho me impactou. Eu não o esperava, mas em sequencia ao acontecimento, outras cenas tomaram o lugar, levando à promessa de um futuro melhor. (não me aprofundarei nos acontecimentos para não tirar a graça do filme, caso você ainda não tenha assistido!)

Achei algumas partes meio "forçadas" (leia-se: Impossíveis de acontecer) Guido, por exemplo, na vida real jamais conseguiria esconder o filho daquela forma, ou "invadir" uma sala de rádio sem ser pego e ainda mandar uma mensagem para a esposa... Ele parecia jamais ter alguém tomando conta dele, já que rodava por todo o território livremente, sem nunca ser pego. Na vida real não teria tido filme, pois ele teria sido morto na primeira cena... :p - É claro que devo lembrar-me de que é um filme fabuloso, não verídico. A graça dos filmes, é ter esse viés de possibilidades inimagináveis...

Resumindo...
No fim das contas eu gostei muito da história. Conseguiram trazer leveza a um tema tão sério e triste, mostrando que de alguma forma "existira uma esperança em meio ao caos"...

Trailer:

E você... Assistiu "A Vida é Bela"? O que achou? Deixe o comentário com sua opinião! ;)

Crédito: Wikipédia

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